terça-feira, 3 de setembro de 2019

Vale a pena viver

Chegou o mês de setembro.
Um mês de muitas coisas boas (no meu ponto de vista).

O mês começa com o aniversário da minha mãe.
Depois temos o dia do sexo (dia 6/9).
Depois vem a primavera (que começa dia 22, se não me engano).
E, por último, mas não menos importante: o meu aniversário!

Mas venho lembrar que, durante o mês inteiro, podemos (e devemos!) fazer campanha pela prevenção do suicídio também.
Por que podemos? 
Porque, às vezes, uma palavra, um abraço ou um sorriso seu pode salvar a vida de outra pessoa. 
E essa outra pessoa pode estar lutando contra o mal do século que se chama depressão.

É um caso de saúde pública e que se faz necessário sempre falarmos dele.

Eu foco neste assunto porque, além de importante, já tive dois casos em minha vida de suicídio.
Uma era uma das minhas parceiras de pesquisa.
E o outro foi um amigo que ficou próximo muito rapidamente, mas que, ao mesmo tempo, se foi muito cedo - há textos aqui dedicados a ele. Com este, senti que nos encontramos pela alma sobretudo.
E o que eu senti, com a partida deles, é inexplicável, não desejo a ninguém.

Eu tenho pavor só de pensar que alguém ao meu lado esteja passando por uma fase difícil e que eu não possa ajudar.
Eu tenho pavor só de pensar em novamente sentir a mesma impotência de quando meus amigos se foram.

É importante pedir ajuda quando se está com pensamentos a mil, quando se está nervoso (a) sem razão, quando se está ansioso (a) por algo que pode nem acontecer, quando você está com pensamentos ruins.
Peça ajuda. Não é vergonha pedir ajuda, é saudável.
E, se não quiser pedir ajuda às pessoas próximas, existe um número de telefone que pode salvar a sua vida: 188.
Busque ajuda profissional também.
Salve a sua vida. Você é importante!

E que nós salvemos vidas também, não só no mês de setembro, mas em todos os dias de nossas vidas.
Sendo gentis, amorosos (as) e caridosos (as).
Que tratemos bem as pessoas à nossa volta.
Que percebamos, sempre, que viver é importante!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Entre ideias

Segunda, lendo mais uma parte do livro "O livro dos Espíritos", pude perceber a relação da doutrina espírita com a ciência (eles nunca excluem as ciências) Linguística (disciplina a qual me tornei mestra).

E qual é a relação?
Tal qual a Linguística, o espiritismo valoriza a palavra - no seu sentido literal - como meio que permite que nós, seres humanos, vivamos em sociedade.

A visão da Linguística, resumidamente, é a de que a linguagem - incluindo palavras e sinais - serve para nos comunicarmos tornando possível a nossa sobrevivência em sociedade.
A visão do espiritismo é que devemos utilizar a faculdade que Deus nos deu: a capacidade de nos comunicarmos por meio das palavras; e essa comunicação tem como consequência a nossa vivência em sociedade, o que é imprescindível para o progresso da humanidade.

Com relação à outra parte do mesmo livro, consegui entender, pela primeira vez, o motivo de o Bozo ser o presidente de uma nação.
O espiritismo diz que o mal precisa ocorrer para que aconteça uma revolução e, assim, resultar na evolução.
Ao tomar o conhecimento desta ideia, tive a esperança de que o Gigante ainda irá despertar e que faremos uma revolução contra tal maldade em direção à evolução.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Fora do ar

Às vezes eu me sinto sufocada.

Sufocada por não ter determinada liberdade.
Por não poder "dar a louca" de vez enquando.
Por não estar onde eu quero.
Por não morar com quem eu quero (mesmo sendo comigo mesma).
Por não ter o direito de escolha sem que as pessoas me questionem.

Por não fazer exatamente o que quero porque a sociedade julga sem dó nem piedade.
E aí dizem "Ignora, finge que não aconteceu ou que não ouviu". Mas é difícil.
Principalmente se esta parte está perto de você.

E aí você fica mal e as pessoas vêm te perguntar o por quê.
Irônico.

Pega distância - a maior que der - e respira.
Tenta não pirar, sei que é difícil, mas não é impossível.
Se acalma.
Volta, mas aos poucos.
Fazendo de tudo para manter a sua saúde mental intacta.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Sumiço

Existem várias formas diferentes de sumir na vida de alguém.
Mas a pior de todas é aquela que não tem aviso prévio ou que tem desculpinha esfarrapada.

Um exemplo de "sem aviso prévio" é quando a pessoa morre.
Literalmente.
Sem estar doente, por exemplo.
Não precisarei me estender neste caso, já que não é o foco.

Outro exemplo de "sem aviso prévio" é quando a pessoa simplesmente some.
Não te responde mais em mensagens e nem em ligações.
Te mantém de standy by - se assim você se permitir ficar também.
Ou simplesmente te exclui das redes sociais para não ter mais nenhum contato com você.
Sendo uma espécie de "vamos fingir que eu nunca te conheci e nem conhecerei mais".

Como vocês conseguem? O nome disso é covardia.
Não é possível que você não tenha sido afetado.
Entenda uma coisa: todos (as) nos afetamos.

Outro tipo de sumiço é o que vem com desculpinhas esfarrapadas.

Vamos colocar as "cartas" na mesa?
Somos todos adultos (as) o suficiente para esclarecer o que for para ser esclarecido.
Já falei aqui sobre relações líquidas, leia (post do dia 21 de maio de 2019) e entenda que a sinceridade não mata ninguém.
Somente seja responsável afetivamente com a pessoa que você está.
Seja quem for essa pessoa: sua mãe, seu pai, seus avós, irmãos, ficante, namorada (o) e/ou afins.

Eu ainda acredito que a humanidade tenha salvação.
Pode ser ingenuidade minha? Pode.
Mas continuo com a minha crença.
As pessoas precisam se importar um pouco, pelo menos, umas com as outras.
Nenhuma pessoa é descartável.
Ninguém é melhor que o (a) outro (a).
Ninguém é mais - ou menos - importante que o (a) outro (a).

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Universos

Acabo de ler um texto no instagram, o que fez eu me perder em pensamentos.
Várias questões começaram a surgir na minha cabeça.

O que me fez enxergar aspectos extremamente simples e delicados das vidas humanas, mas que ninguém dá a devida importância.
Talvez, se tais detalhes tivessem a importância para outrem, as pessoas seriam mais leves, felizes e, sobretudo, teriam um convívio social sadio.
Teriam um convívio social sadio porque estariam perfeitamente bem consigo mesmas.

O nome disso é amor próprio.
Ele só depende de nós mesmos.
Nisso, você descobre que é uma pessoa poderosa e forte, mais do que nunca.

Mas se as pessoas tivessem um coração mais bondoso e caridoso, elas ajudarian muito a quem passa - e precisa passar - por um processo tão difícil como esse - o de encontrar o amor próprio.
É difícil demais, mas necessário para ser um pouco melhor para si mesmo.

E essa bondade e caridade das pessoas precisa partir da responsabilidade afetiva que todos tem que ter uns com os outros.
É mais ou menos o que eu escrevi num texto recente sobre as relações líquidas.
Quem "cultiva" relações líquidas não tem o mínimo de responsabilidade afetiva com o (a) outro (a).
É necessário que tenhamos esse tipo de responsabilidade com os outros seres, já que ninguém sabe o que cada pessoa passa em sua vida.

Lembro, ainda, que é necessário sermos gentis, no mínimo, com o próximo.
Pois, nada é o que parece ser.
Existem infinitas questões envolvidas nas diferentes vidas pelas quais passamos - e passaremos.

Cada ser humano é um universo.

domingo, 30 de junho de 2019

Do além

O Ramatis, às vezes, coloca lágrimas para escorrerem pelo meu rosto.
Por que?
Porque ele me passa mensagens que condizem com o momento que estou vivenciando.
Encaixa perfeitamente, é impressionante.
 
Segunda-feira, dia 24 de junho, ocorreu um exemplo disso.
Ele me disse para eu abrir o meu coração.
Sim, meu coração está bem fechado, com uma armadura que eu entendo bem o porquê.
Ele não sabe se aguenta se decepcionar com mais coisas ou mais pessoas na sua vida.

A minha Lua em Câncer causa isso em mim, meu coração fica em pedaços facilmente porque eu sinto demais.
Tudo é muito intenso para mim.
Não estou colocando a culpa no meu mapa astral não, mas essa é a realidade e eu ando fazendo de tudo para mudar, para evoluir.

Contudo, hoje eu só controlo o meu coração para ele não sentir demais novamente, para andar com mais cautela consigo mesmo.
Infelizmente - porque essa não é a minha natureza - a vida nos ensina que devemos ser mais duros algumas vezes.