sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Quase

 Eu deixaria para escrever mais para o final do ano.

Mas está angustiante demais para eu não me expressar por aqui também.


Nunca imaginei que 2022 fosse ser esse pesadelo.

Sofro desde março praticamente.


Uma vez me disseram que eu sou muito forte, olhando bem para os meus olhos.

Eu já sabia disso, mas precisava de alguém para me dizer, para eu acreditar.

Hoje eu sei, sou uma fortaleza.

Se eu não fosse, eu já teria desistido da vida há muito tempo.


Meu coração despedaçou.

Fui literalmente cortada e levei pontos.

Uma parte do meu corpo foi retirada.

Meu organismo está fraco.

Mas eu continuo lutando.


Sou forte e, acima de tudo, tenho fé.

Acho que sem essas duas, eu já tinha pirado.

Eu estou louca para tudo isso acabar logo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

É preciso deixar(-se) ir

O amor foi acabando aos poucos.

Umas 3 vezes pensei em dar fim.
Mas eu não queria perder o carinho, a confiança e a certeza de que era amada.
Uma pessoa muito boa, ele é!

Sexta, quase um dia 13, foi o fim.
Depois de 2 anos e meio mais ou menos.
Consenso, concordamos que não dava mais.
Depois de muitas tentativas de melhorias, precisamos seguir nosso próprio caminho.

É horrível, mas foi necessário.

Foi melhor assim.
Que sejamos felizes, de verdade.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Complicado

Hoje faz 6 dias que eu fiz, até hoje, a cirurgia mais importante da minha vida.

Fiz a cirurgia faltando 21 dias para o meu aniversário.

Tirei a tireoide.

Foram encontradas células com suspeita de malignidade, sendo um câncer chamado neoplasia medular.
Raro e, no meu caso, não genético, fui o primeiro caso na família.

Hoje aguardo pela biópsia e vou me recuperando aos poucos.
De vez em nunca uma dor aqui outra ali, mas nada absurdo.
Repouso quase absoluto.
3 meses de recuperação, no mínimo.
Além da física, tem a psicológica.

Esse ano está muito difícil para mim.
Mas não perco a minha fé e sei que Deus só nos dá aquilo que Ele sabe que suportamos.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Venha setembro

 Vem setembro, salvar a minha vida e comemorar mais um ano de vida.


Há mais um de um mês eu estou na expectativa de tirar algo que não pertence a mim, ao meu corpo.

É agoniante você conviver com algo que sempre foi indesejável.

Mais agoniante ainda é você pensar que iria tirar agora, em agosto, mas será somente em setembro, serão, ao todo, mais ou menos 3 meses de espera.

Eu não aguento mais de ansiedade, e somatizações dessa ansiedade (tonturas, dores de cabeça, azias...).


Mas não posso me esquecer que tenho recursos, condições de ter esses recursos e pessoas que me apoiam e não me deixam desanimar. 

Vocês sabem quem vocês são, até alguns, que nem sabem o que eu estou passando, me apoiam.

Sou muito grata a ter vocês ao meu lado.

Graças a Deus por vocês todos os dias.

domingo, 24 de julho de 2022

Certo tortuosamente

"Deus escreve certo por linhas tortas."
Nunca tive tanta certeza sobre essa frase.

Refletindo agora, sobre a minha vida nesses sete meses de 2022.
Muitas coisas aconteceram, só uma delas que, para mim, nunca vai fazer sentido: a perda da minha Lua.

Mas o trabalho, as chances que perdi - ou que eu tive que perder -, foram de suma importância para eu ter o que tenho hoje.
Para eu ter o acompanhamento que eu preciso ter hoje.

Agradeço a Deus por cada dia, apesar de tudo que tem me acontecido.
Mas o lugar que me encontro hoje, mesmo não sendo o que eu desejava,  é o ideal no momento que passo nesse instante.

Era preciso estar aqui e agora, desse jeito, porque Deus tem um propósito para tudo.
Hoje tenho enxergado mais claramente.

(porém, só peço para que esse momento passe logo e eu possa aproveitar a minha vida mais calmamente)

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Saio como eu quiser e bem entender



Essa sou eu na referida festa.
Ontem me aconteceu uma situação inédita (inédita na minha vivência).

Fui a uma festa em que a aniversariante fazia 3 aninhos. 

Muitas crianças e família - do meu namorado.

Fui vestida normalmente, um body e uma minissaia. Nada curto ou muito decotado.

Conseguiram me deixar desconfortável desde que saí para a festa até o fim.

Mulheres me olhando de maneira a me julgar. Todas. Sem exceção.

Acho que, quem nunca passou por isso, vai saber como eu me senti: repreendida e revoltada.

Como a minha irmã disse, quando eu contei o ocorrido: "isso é tão anos 90, mulher julgando outra mulher".


E me diga, ofendi alguém? Desrespeitei alguém?

Não, ninguém.

E se eu posso usar e estava com vontade de usar uma minissaia que mal tem?


Isso porque ainda não tive a oportunidade de usar um top, me aguardem.