terça-feira, 22 de setembro de 2020

Primavera, sol em libra

 Início da Primavera. Sol entrou em Libra (meu signo).

Mas nada disso tem relação com o que escreverei hoje. Nada disso tem relação com as minhas reflexões de hoje.

Fazia tempo que eu não aparecia por aqui, não é mesmo? Pois é, mas quando o pensamento vem com força, você sabe que eu "dou as caras" por aqui.

Eu estava pensando, eu estou num misto de sentimentos (como quase sempre ultimamente) com a aproximação do meu aniversário. Completarei 29 anos no dia 30. 

Estou um pouco desanimada porque nem o meu namorado poderá pisar na casa que moro. Que é dos meus pais; se fosse minha, ele pisaria sem dúvidas porque eu permitiria. 

Por que meus pais não permitem? Porque há o medo de que ele traga o Covid para dentro da casa. Dei várias ideias para que ele entrasse sem corrermos riscos e nada adiantou. 

Estou desanimada porquê também não posso aglomerar meus amigos como sempre gosto de fazer nos meus aniversários. Mas farei virtualmente.

Estou desanimada porque eu não vou ter nem exatamente o que quero para comer. Ok, não terei no dia, mas na sexta, verei meu namorado e aí sim teremos o que faltava para eu ficar mais feliz.

Enfim, eu entendo o motivo da existência presente do Covid - espiritualmente falando, estamos passando por uma prova para mudarmos alguns hábitos e ideologias, se não aprendermos, passaremos por mais uma pandemia -, entendo o medo e o cuidado que devemos ter. 

Contudo, algumas coisas são incompreensíveis, como por exemplo, posso ir na casa do meu namorado, mas ele não pode entrar aqui. Se alguém, na casa dele, estivesse doente, eu já teria trazido para casa, não é mesmo? Ok, espero ter a minha casa o mais breve possível. Já sei o meu desejo quando apagar as velas do meu aniversário.

A parte boa da entrada do Sol em Libra, neste ano, é que o meu namorado também é libriano e faz aniversário bem pertinho do meu (dia 5 do próximo mês). Ele vai comemorar como deseja e eu vou desfrutar disso ao lado dele. Não, não pense que será aglomerado, seremos só nós (eu, ele, a avó e a mãe dele) na casa dele, mas com tudo que ele deseja. E eu fico feliz por ele. Assim como sempre fico feliz com a felicidade do próximo.

E isso aquece e acalma o meu coração.

Deus é bom o tempo todo. Eu só peço a ele que sempre nos dê saúde, amor e proteção.

sábado, 1 de agosto de 2020

Desculpa o desabafo

E ainda bem que eu sou assim.

No início da pandemia, decretado o isolamento, eu tive "n" crises de ansiedade porque eu não sabia quanto tempo ia durar.
O indeterminado assusta. Ainda mais quando nascemos o que vem e como vem depois.

Eu estava querendo postar aqui desde ontem, mas não deu e a inspiração acabou escapando.
Hoje, inevitavelmente, eu teria que vir, estava com saudades e ando tendo um turbilhão de sentimentos.

Eu preciso de espaço, eu preciso sair, eu preciso fazer o que eu tenho vontade de fazer.
Eu estou sufocada.
E não é por causa da pandemia, porque, sinceramente, eu acredito que está melhorando.

É porque eu não tenho como sair de onde estou.
Eu não tenho como mudar de companhia, como eu quero.
Agora não dá e tudo porque eu não tenho um emprego.

Obviamente estou em busca.
Estou fazendo cursos online para que o leque de oportunidades possa se abrir mais.
Mas está difícil, viu?
Infelizmente, tem dias que a gente se sente desmotivado e cansado demais.
Mas a cada nascer do sol, é uma oportunidade, disso eu sei.
Pelo menos uma vez ao dia, eu envio um currículo meu.
Certeza que já passou mais de 200 - ou mais, não contabilizei.

Era isso.


quinta-feira, 11 de junho de 2020

Por outros olhos

Saudade está sendo a palavra do ano.
Nós sentimos saudade de tanta coisa, de tanta gente...
Que tem momentos que ela nem cabe no peito, transborda pelo olhos ou pela boca.

É saudade de festas, de datas comemorativas - antes, às vezes, até criticadas por serem criadas em prol do comércio.
É saudade daquela social rodeada de amizade.
É saudade daquilo que nem aconteceu porque teve que ser adiado.
É tanta saudade...
É saudade até do que a gente não gostava.

É saudade de ser livre, não no sentido de sair.
Mas de fazer o que bem entender.

Tudo foi forçosamente adiado. Deixado para depois, ou simplesmente nem vai ter mais.
Mas "forçosamente" não vem a ser algo ruim no atual contexto, como geralmente o é.
Está sendo por um bem maior.
Está sendo para salvarmos vidas e as nossas vidas também.

Que a saudade seja boa, porque, quando pudermos fazer tudo isso de novo e vermos quem queremos ver de novo, vai ser uma delícia!

sábado, 30 de maio de 2020

Até quando?

Postei muito aqui, no início da quarentena, porque tive crises de ansiedade e problema de saúde fisicamente (resultante da ansiedade no sistema nervoso). Tudo isso porque não sabia - ainda não sabemos - quando tudo isso vai acabar.

Hoje venho aqui expressar a minha indignação.
Moro num bairro reconhecido pela calmaria.
Moradores, em sua maioria, são crianças e idosos.
Mas têm adultos inconsequentes.

Em minha rua, tem uma casa. Bonita, moderna.
Desde o início do isolamento no Rio, praticamente, o(s) morador(es) de tal casa estão dando festas todo final de semana.
E eles não fazem a mínima questão de esconder, pois o som é alto, mesmo longe, é percebido.

Só para lembrar.
Um dos focos iniciais em que a Covid-19 foi dissiminada, foi numa festa de casamento.
Onde vários famosos pegaram a doença porque um convidado estava com a mesma.
Irresponsável.

Por que fico indignada?
Porque isso só coopera para o número de mortos aumentar, a curva subir e o isolamento permanecer.
Enquanto tem muitas pessoas sofrendo com tal aprisionamento necessário, tendo crises de ansiedade, cheias de saudade de outrem.
Há pessoas como o meu "vizinho", que nada de bom tem para oferecer à sociedade, evidentemente.
É um absurdo. É desrespeitoso. É irresponsável.

domingo, 17 de maio de 2020

Vamos indo

Vivo no caos.
Vivo na calmaria.
Caos. Calmaria. Caos. Calmaria.

Duas palavras que, de início, parecem ser opostas, mas não o são.
São complementares, ambas começam com a mesma letra e, quando uma termina, a outra começa.

Como você tem andando nesse estado em que o mundo se encontra?
Está seguindo o isolamento? Espero que sim, são vidas que precisam ser preservadas.
Cada vida com uma história que o nosso Espírito leva com ele porque é só isso que importa em nossa passagem pela Terra.
Coisas materiais não importam e, um dia, você pode ter, no outro, pode não ter mais.
Por isso, aproveite na medida em que está sendo possível aproveitar.

E o que você fará quando tudo isso acabar?
Eu já estou cheia de planos. Adoro planejar e colocar em prática. Não vejo a hora!

Enquanto isso, eu coloca a cabeça pra funcionar porque o tempo continua passando.
O tempo não para para nos esperar.


quarta-feira, 29 de abril de 2020

Tudo muito

A quarentena, o isolamento social.
Está servindo e (des)servindo para muitas percepções, reconhecimentos, descobertas e ressignificações acontecerem.

Percebo que muitas pessoas não são aquilo que dizem ou aparentam ser - famosos (as) e não famosos (as).

Estamos tendo a maior prova de que palavras não valem absolutamente nada, mas atitudes sim. Te dou exemplos fatídicos: o presidente e as pessoas que não cumprem o que a OMS tanto suplica.
Suas atitudes contam demais no meio social e no particular.
E você é quem escolhe se serão positivas ou não, pois a sua cabeça é o seu guia - e sempre será.

Redescobri que as ajudas vêm de onde menos se espera. O que é uma surpresa muito feliz.

Reconheci que a aproximidade pode machucar ou curar, depende de quem está próximo de você.

Ao sermos obrigados a fazermos algo que não queremos, fica mais difícil. Está difícil, eu sei.
Mas também sei que logo sairemos dessa e, se continuarmos a obedecer as sugestões coerentes da OMS, sairemos mais rápido ainda desse caos.
Faça isso por você, pelo seu círculo social.
Cuide-se!