quarta-feira, 8 de março de 2017

"O feminismo é uma outra palavra para igualdade." YOUSAFZA, Malala

Sim, dia internacional das mulheres. O dia e a noite, preferencialmente. Todos, todos os dias e todas as noites, aí fica perfeito.

Sim, merecemos esse dia que, historicamente, foi marcado por muitos dias de luta feminista e até por mortes de mulheres e crianças (meninas de 13 anos para cima) trabalhadoras - sim, crianças! Veja mais aqui: 

Hoje já vi "festival de hipocrisia" no Facebook, mas ok, um dia as pessoas aprendem. Eu sou otimista e tenho esperança de um mundo melhor para todos os seres vivos.

Sim, é um dia perfeito para falarmos sobre o FEMINISMO.

Já ouvi/li mulheres que não são feministas - minha mãe diz não ser, aliás -, tudo bem. 
Mas se estas estiverem andando na rua e ouvirem algo do tipo "chuparia você todinha!" - algo "normal" para nós, pasmem - , com certeza não iriam gostar nada desse acontecimento. Sabe por quê? 
Porque é invasivo, abusivo, desconfortável e nos deixa com a sensação - real - de todos os dias e noites de insegurança completa em andar na rua. Por que não podemos andar em paz pelas ruas?
Esse é só um exemplo entre muitos que acontecem por aí, vocês sabem, a mídia mostra.

Antes de sermos mulheres e antes de - vocês - serem homens, somos seres humanos acima de tudo e de qualquer coisa; quando morrermos, seremos mais iguais ainda, só ossos restarão! 
Por esse motivo simples e evidente queremos e temos o direito de termos respeito, assim como respeitamos toda e qualquer pessoa - ou, para alguns, deveriam respeitar toda e qualquer pessoa, é o mínimo.
Não sei, sinceramente, não "entra na minha cabeça" porque é tão difícil para determinados homens - e até mulheres - de entenderem isso.

Você, homem, pode ser um feminista também, e isso não te torna fraco nem afeminado - caso pense isso. Isso te torna até uma pessoa melhor, acredito que seja libertador - eu me sinto assim, em parte -, já que somos opostas à educação patriarcal que a sociedade nos impôs sempre seguindo, infelizmente, a cultura (mundial!). 

Uma dica para celebrarmos tal dia (retirado do Facebook):
"Vamos fazer uma reflexão nesse 8 de março. Sabe qual presente seria bem melhor do que flores?
Se cada homem que está desconstruindo o que o patriarcado incutiu na gente pudesse questionar a broderagem.
Assim ó:
- não ri das piadas machistas daquele teu parça que se acha engraçadão;
- fala na cara daquele amigo que chifra a namorada, mesmo tendo concordado em estar em um relacionamento monogâmico, que ele tá errado;
- sai do grupinhos do WhatsApp onde os caras só mandam pornografia, assim objetificando nossos corpos e diz por quê tá saindo;
- dialoga com aquele amigo que divide as mulheres entre pra casar/pra comer, que acha que cantada é elogio e etc;
- rompe com aquele que gosta de pegar as minas bêbadas na balada, afinal ele é um abusador;
- e nunca mesmo defenda aqueles que batem nas minas.
Tá aí um presente que vai nos ajudar muito mesmo ao longo do tempo."
Somos feministas por necessidade.

Nós só pedimos coisas simples, queremos/merecemos, por direito como seres humanos que somos, respeito, direitos iguais, salários iguais ao estarmos num mesmo cargo que um homem, entre outras coisas; queremos viver em paz.
E lutamos por isso todos os dias, por necessidade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Misturinha de sensações

Uma perguntinha: por que as pessoas insistem em implicar uma com as outras?
Diretamente ou indiretamente, estando ou não presente, qual a necessidade disso?
Irrita, magoa, é desnecessário. Mas enfim...

Apesar disso, é carnaval! Sim, o meu já começou tem quase duas semanas!
O primeiro depois de quase 3 anos?! Sim!
E parece que está melhor do que era antes. Sigo me permitindo mais.

Mas agora parei e refleti sobre algo, não quero falar muito sobre o que tenho pensado.
Mas estou pensando demais e isso não é bom sinal para mim, na situação que estou.
É para confundir mesmo, pois é assim que estou me sentindo.
Nem eu sei explicar o meu sentimento atual, mas que está confuso, está.
Típica libriana...


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Minhas saudades

Saudade, essa palavra que, lindamente, só existe na nossa linda Língua Portuguesa.

Eu ia postar uma foto ou montagem no Facebook mostrando as saudades que eu sinto no dia de hoje, dia da saudade, mas as saudades são muitas e não caberiam numa simples foto ou montagem.
Além disso, não merecem ser demonstradas de maneira tão resumida, por isso escrevo hoje aqui sobre as minhas saudades que merecem ser exploradas - sendo elas boas ou ruins.

Sim, tenho - e acredito que todos tenham - saudades boas e ruins, as ruins são as que eu não deveria nem sentir porque a ausência dessas pessoas que sinto falta não deveria existir também.

Mas comecemos pelas boas saudades, aquelas que trazem determinada nostalgia.
Sinto a falta de ser crianças em determinados momentos, não ter que fazer certas coisas só porque sou adulta. Engraçado que eu sempre quis crescer logo, mas não imaginei que fosse tão difícil crescer.
Sinto a falta do meu Ensino Fundamental (antiga primeira a quarta série), os melhores anos escolares da minha vida.
Sinto a falta de viajar para Itaipuaçu quando era criança, casa da minha tia e lotada de família e amor. Como eu fui criança e como cresci ali.
Sinto a falta de algumas amizades que foram boas enquanto duraram, não sei se hoje seriam tão boas quanto as minhas lembranças.

E as saudades que eu jamais deixarei de sentir:

Sinto a falta do meu avô Deusdeth, é uma saudade boa e ruim ao mesmo tempo. Boa porque, se sinto salta, é porque ele foi especial e importante na minha vida, mas é ruim porque eu o queria fisicamente ao meu lado - fisicamente, porque sei que espiritualmente ele está -, mas ele viveu bem os seus 92 anos e se foi porque, eu entendo, estava na hora.

Sinto a falta do meu amigo Fran, dói falar dele e não sei se é uma saudade boa ou ruim, não sei. Também não sei o que o levou, o destino, a vida, Deus? Nunca saberemos.
A única certeza que eu tenho é que passei só momentos bons ao lado dele, só tenho recordações boas dele, que foi maravilhoso conhecê-lo e que ele virou anjo - ele está espiritualmente ao meu lado, assim como o meu avô.

Por fim, sinto a falta de coisas que ainda nem aconteceram, mas não tenho pressa, tudo tem seu tempo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Mãe poderosa

De vez em quando eu perguntava a minha mãe "Mãe, você é feminista?", mas ela nunca respondia se sim ou não, sempre fugia do assunto. 
Eu não, sempre afirmei que sim, sou feminista, com convicção.
Até hoje eu não sabia a resposta da minha mãe, mas ela acabou me respondendo agindo.

Pois é, minha mãe defendeu com "unhas e dentes" uma mulher que estava sendo agredida moralmente pelo ex marido - não sabíamos quem eram ambos, só depois fomos descobrir.
Minha heroína, ao ver a cena do homem "diminuindo" aquela mulher, começou a gritar "Vou ligar para a polícia", dito e feito. 
Que orgulho!
Depois ela nos agradeceu e trocamos número de celular, fizemos uma nova amizade.

Nunca me meto em situações semelhantes porque sinto medo, as pessoas estão loucas - de maneira errada - nesse mundo, que eu tenho medo da reação de outrem - seja do homem ou da mulher, nunca se sabe.
Nem minha mãe se metia. Até hoje.

Ao vê-la reagir, eu também reagi, anotei a placa do carro, tirei fotos, somos testemunhas, caso necessário. A moça já levou o caso à delegacia, espero que o tal homem não "enfernize" - segundo ela, ele sempre "enferniza" - mais a vida dela e nem de outra mulher.

UnidAs somos melhores.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ê, 2017!

Antes de iniciar mais um post, um complemento do post anterior: Além da minha mãe, uma amiga, acho que posso chamar de amiga, me disse "Nossa, você está radiante, tem algo diferente de bom em você!".
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Minha irmã já havia me dito que o ano de 2017 inicia um novo ciclo. 
Para saber mais, resolvi pesquisar sobre. "Joguei" no Google "sobre 2017 novo ciclo" e apareceram inúmeras páginas - como tudo que colocamos para o Google procurar para nós - abri umas quatro, mas somente duas me interessaram e seguem os links, caso você se interesse:

Com tudo que li, tiro a conclusão de que devemos ter esperanças de que 2017 vai ser um bom ano, não que eu ache que 2016 tenha sido ruim. 
Sim, tivemos dias ruins, alguns péssimos, eu diria, mas tivemos dias, sem dúvidas, divinos!

Faço uma retrospectiva do meu:
Não tive início das aulas, UERJ estava em greve e não pude começar a minha pós normalmente.
Não lembro direito das minha férias, mas lembro do carnaval, não curti tanto quanto eu queria.
Meu namoro acabou, chorei por, mais ou menos, cinco dias seguidos.
Feriadão, casamento, solidão, tudo de uma vez só. E choro, muito choro - é libertador.
Descobri quem era meu (minha) amigo (a) e quem não é.
Retomei antigas - e nem tão antigas assim - amizades.
Minhas aulas se iniciaram, que felicidade!
Sai do meu trabalho para ser toda da pós, fui furtada, levaram meu celular.
Voltei à sociedade depois de muito choro.
Celular novo.
Liberdade sem culpa, enfim.
Viajei, me diverti, me diverti bastante.
Voltei: Foco no Mestrado, puro amor às matérias e às ideias que surgiam a cada reunião!
Conheci novas e boas pessoas, retomei mais amizades.
 Brigas e discussões em casa, inevitável. Mas muito amor também.
Natal lindo.

E cá estamos, pertinho do fim do ano, quase lá.

Hoje fiquei sozinha no meu canto ouvindo umas músicas e refletindo sobre 2016 e lembrando que todas as pessoas estão falando que foi um ano horrível. 
Calma, né, gente? Parece que foi horrível por causa das tragédias nesse final de ano e por algumas outras coisas que resultam e resultaram da crise. Mas, olhem para trás, muita coisa boa aconteceu também tanto no particular - eu acredito que sim - quanto no geral, fazer o quê? Sou otimista e positiva, é bom tentar olhar para o lado bom das coisas e, acredite, todas as coisas têm um lado bom. Lembre-se também que há males que vem para o bem.

Contudo, desejo um próspero início de ciclo, que "entremos" com o pé direito e com pensamentos positivos em 2017!

domingo, 27 de novembro de 2016

Transformando-me

Há uns dias a minha mãe me disse "você está muito mais feliz agora" ou algo parecido.

Sei o que ela quis dizer com isso.
E me senti muito leve ao ouvir isso.

O que é estranho porque sei o que ela quis dizer com isso (e eu não gosto), mas, ao mesmo tempo, gostei de ouvi-la, tendo como resultado a leveza em mim.

Acho que é porque ando tão tranquila comigo mesma. Feliz mesmo.
Sinto-me crescendo, mudando, me sinto me transformando.
Não sei onde isso vai dar, não sei o resultado que sairá dessa transformação, mas que o presente está bom, está.

Além disso, estou fazendo tudo o que tenho vontade.
Claro que tudo dentro dos limites, da lei, etc., também não enlouqueci.
Estou fazendo tudo o que tenho vontade sem tanto medo.

Mas estou quebrando algumas barreiras - invisíveis, obviamente - que eu havia criado para mim mesma. O que é péssimo, criar essas barreiras faz você se impedir de viver praticamente.
Não que eu não tenha vivido até agora, vivi, sempre me senti bem comigo mesma.
Mas ultimamente tenho me sentido muito bem comigo mesma. Dei a mim mesma um up, foi isso.
Essa é a mudança em mim. Que sorte a minha, eu poder mudar e gostar disso, gostar muito.

Que venham mais mudanças boas por aí!