domingo, 12 de maio de 2013

Ê saudade...


Bateu saudade.

Saudade da turminha que eu “cuidei” no meu primeiro estágio, grande experiência, por sinal e aprendi muito lá. Saudade dos meus gringos espanhóis Santi e Fran. Saudade de muita gente que está longe, mas de muita gente também que está perto mas não vejo faz tempo.

Saudade de fazer simples coisas como sentar em qualquer lugar, até mesmo no portão de casa e conversar como se não houvesse amanhã. Saudade do tempo que eu não tinha tantas responsabilidades, saudade do tempo que a paz reinava aqui dentro. Saudade do tempo que a minha cabeça não ficava a mil por hora. Saudade do tempo que meu coração não sofria, só amava, e muito – ainda ama, não nego, mas é diferente, sabemos. Saudade de quando eu pegava, ao fim do dia, meu diário e desabafava, hoje já não me sobra tempo para isso. Saudade de conversas no msn como se não houvesse amanhã. Saudade de pessoas que já se foram... Saudade.


Sei que tem muita coisa que não dá para ter novamente, agora são só lembranças no meu coração, boas lembranças, gostosas de serem lembradas. Mas também sei que muita coisa eu posso viver novamente, que esse presente venha de vez em quando, ando precisando...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Página virada

Não sei porquê, mas estou presa... à você. Mesmo você não estando à mim - eu sei.

Certamente devo ter me apaixonado por você e deixei-me ser levada pelo seu rio de mentiras; ou fiz algo errado e até hoje não sei o que foi? O que importa, não é mesmo? Ainda com os pés no chão - eu acho, já não sei - fui levada pela correnteza.
De repente, você me afogou. (Estranho, isso não aconteceu nas outras vezes...)

Faz tempo e eu ainda não compreendo. Ainda não vejo o que pode ter acontecido. Ainda não sei por qual motivo você me jogou assim, de surpresa. Foi um susto. Entenda. Eu não precisava ficar com você até hoje, eu só precisava ter sido avisada, não leio pensamentos, assim como você e como todas os outros humanos do planeta.

Pois é. Não sei o que você fez que me deixou tão presa a ponto de eu não conseguir alguém como você - mas mais sensível, no mínimo - como disse Carpinejar, não dá para arranjar um novo amor se você ainda se prende ao passado.

Mas tudo bem, não é a primeira vez e eu sei que vou sair dessa. Depois de grande reflexão, eu vou sair dessa. Depois de descobrir o que está ocorrendo, eu vou sair dessa.
Vou me libertar de você. De você. Adeus.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ao coração

Desculpa. Desculpe-me por lhe arrebentar tantas vezes.
No início era pior - admito -, eu não acreditava que se jogar de cabeça poderia resultar em coisas tão ruins, não achava tão ruim. Hoje já sei que que, à risca, todo cuidado é pouco.

Quantas vezes eu já não lhe fiz transbordar tanto de alegria quanto de tristeza? Perdão. Mas sei que nos faz/fez bem. Sei que foram muitas ilusões, mas sei também que foram muitos amores verdadeiro - até mesmo os passageiros.

Muitas ilusões (familiares), infelizmente, impossíveis de esquecer. Sempre que lembradas, doloridas.
Porém, muitos momentos mágicos de tão felizes - em família, entre amigos, entre amores - que eu jamais desejarei esquecer.

Perdão por essas oscilações cansativas e por oscilações futuras que, desde já lhe peço as minhas humildes desculpas, pois sei que é inevitável.

Só lhe peço mais uma segunda coisa: sempre faça, por favor, com que seu "peso" faça meus lábios mostrarem o melhor sorriso possível e verdadeiro porque é o que faz vida melhor - tanto para quem vê, tanto para quem o usa.

domingo, 21 de abril de 2013

À moda antiga

Romantismo português. A cada passo para o meu futuro eu faço novas descobertas e passo a gostar de coisas que jamais imaginei pegar gosto. Acho que o Romantismo português é umas dessas coisas.

Estou sendo "obrigada" a ler "Eurico, o presbítero". O nome do livro já não chama a atenção, mas tive que ter a coragem de abri-lo e começar a desvendá-lo. E não é que eu estou gostando? Mas também não estranho, romantismo é o meu sobrenome. Esse livro trata do sofrimento de um homem (romântico, obviamente) que, por ser pobre, foi rejeitado pela família da moça que amava imensuravelmente. Ele destrói a própria vida por conta disso, ou seja, cai num destino que jamais imaginou e lembra desse amor constantemente falando sobre, escrevendo sobre, ou só mesmo olhando para o céu ou para o mar refletindo. Nenhuma das saídas que experimentou ainda lhe deu resultado e eu ainda estou lendo para ver no que vai dar.

Sempre torço por finais felizes, seja nos livros, na minha vida ou na vida de outros.
Infelizmente não é sempre isso que acontece, sabemos, mas, como sempre digo, pensamento positivo atrai coisas positivas. E aí quem sabe, não é mesmo?

Lendo este livro, mesmo sem o ter terminado ainda, penso que não se fazem mais românticos (homens e/ou mulheres) como antigamente. É clichê e esse "antigamente" é antes mesmo de eu ter nascido, só para deixar claro, e é por esse motivo que eu, às vezes, acho que nasci numa época errada. Tento me encaixar no século XXI, há momentos que consigo e outros que não.
Mas meu pensamento positivo e esperança não falham.

domingo, 17 de março de 2013

Ela e ele ou nós? [2]

Sei lá, têm momentos em que acredito ser paixonite aguda e têm momentos em que acredito ser paixão de verdade. Amor, pelo menos, ainda não, certeza - pode até ser amor de amigo, mas nada de amantes.
O coração não está sendo alimentado, mas grita com muita fome e, nos momentos de aperto, ele explode e tira os sentidos dela.

Aí mora o perigo, volta a alimentação, nem que seja por pouco tempo.

Depois ela extravasa de novo, ultrapassa o sentimento - seja ele qual for. Faz o que der na telha só racionalmente, excluindo qualquer vontade emocional, mas não tira a chance da vontade de chorar - é sua melhor e insubstituível válvula de escape - seja para o que for.

Assim, vem um dia que seu coração consegue se tornar, novamente, prioridade.
Ela se derrama e se entrega.
Ele chama, grita por ela, pede socorro, pede que volte.
Arrependimento. Se balança, se sacode, raciocina, pensa, volta a si.

Extravasa mais uma vez, chama a razão.
Racional e choro.

Ela. Derrama, entrega.
Ele. Socorro, volte, venha.
Pensa.

Racional e choro.

Ela. Ele.
Entrega.

E nessa oscilação constante, pensa estar enlouquecendo.
Não, não está. Sabe que vai passar (mas vai mesmo??), é só mais uma fase louca dessa sua vida desconcertada - apesar de ter tido planos para ser perfeita.

Amor, coração, paixão é o que a move, não adianta fugir, o sentimento sempre volta.

sábado, 9 de março de 2013

É de mentira

Impressionante como as máscaras das pessoas realmente caem...
Tarde ou cedo, caem.

Uma pessoa que você confia, desabafa, chora no ombro, deixa chorar no seu ombro, confessa os segredos mais profundos da sua vida, enfim, coisas que amigos fazem com amigos, sabe? E essa pessoa te trai.
Podem achar uma bobeira eu ficar magoada com uma coisa tão pequena, mas dói, as pequenas coisas são as mais doloridas. São nos pequenos detalhes que vemos quem é de verdade e são nos pequenos também que vemos quem é de mentira.
Dói mesmo, bem no fundo do coração...

Quem você achava que era seu anjo aqui na Terra, na realidade, mostra-se não ser...
Achamos que sabemos quem são nossos amigos mas, verdade seja dita - mesmo sendo grande clichê -, amigos são pouquíssimos.

Hoje eu estou ocupando a minha cabeça com trabalho, estudos e tudo o que não me deixe pensar em quem me magoa... Fazendo coisas sim, boas para mim.
Agora acho que quem eu achava não ser uma amizade confiável, deve ser. Essa amizade sim, não me magoou tão profundamente, brigamos quase sempre, mas admito ser por pura bobeira. Sempre lembramos dessa amizade.

Contudo, há males que vem para o bem.
Só desejo que Deus me proteja deste mundo infestado de maldades.